sexta-feira, agosto 22, 2003


Decisões – Decidi (felizmente sem perder muito do meu sono com isso) desenvolver um pouco o blogue de 18 de Agosto. Vai daí pensei em encruzilhadas, pensei em dilemas, pensei em pessoas divididas, cheguei mesmo a pensar em balanças. Pensei como por vezes parece que a vida se afasta daquilo que era, momentaneamente, para, passado algum tempo, voltar exactamente ao ponto de partida, como se nunca tivesse existido aquele desvio. Também pensei no contrário, quando acontece afastarmo-nos tanto daquilo que éramos que, quando olhamos para trás, custa-nos a acreditar que tivéssemos saído dali, por ali, por aquela porta específica.

Certo? Errado? Cheguei à conclusão que não há lugar para classificar decisões de certas ou erradas, assim como também não há lugar para as respectivas e consequentes recriminações das supostas erradas. Há apenas decisões consentâneas com as circunstâncias de cada momento específico, aquele em que são tomadas. E há um tempo para tudo.

A lógica seria perguntar de seguida se alguma vez se reunirão todas as circunstâncias necessárias para que determinada acção possa ter lugar. Por vezes elas estão todas presentes, a questão é apercebermo-nos disso. Às vezes nunca chegam a estar. O que pode ser mais difícil de aceitar, mais doloroso.

O que nos leva à temática dos desencontros. Noutra oportunidade.