quinta-feira, dezembro 11, 2003

Televisores - Quando era novo, lembro-me de ficar maravilhado com os cinescópios Black Trinitron que a Sony anunciava em horário nobre no velho televisor lá de casa. Era pequenito, não tinha controlo remoto. Uma autêntica relíquia quando comparado com aqueles colossos negros, capturados em vários ângulos enquanto o símbolo de marca registada do referido apetrecho aparecia debaixo.

O que é feito do Black Trinitron agora? Fará algum sentido sequer perder tempo de antena a publicitá-lo? Será que ainda existe, sequer? Estas coisas evoluem tanto e tão depressa que inovações com alguns anos se tornam estupidamente obsoletas e ridículas.

Das que me parecem moderadamente recentes e que mais gosto, são os televisores com ecrans maiores. A superfície é, normalmente, plana, gigantesca. Têm um formato esbelto e atraente. E as proporções são diferentes. Embora a moda dos filmes difundidos especificamente para tal formato não tenha pegado, o doze por nove é interessante quando comparado com o antigo dezasseis por nove. É que, pura e simplesmente, vê-se melhor.

Por isso se diz de uma pessoa com uma certa visão esclarecida, clara, lúcida que está a ver em doze por nove. De repente, tudo lhe parece mais alegre e divertido, a vida sorri-lhe duma forma que ele nunca viu e toda a gente é sua amiga. Ganha asas e voa, nada pode correr mal, não há obstáculos intransponíveis, só há sorrisos. O futuro afigura-se risonho, reservando tudo do melhor.

O Pal Plus é, no fundo, uma espécie de vidência.