segunda-feira, abril 23, 2007

Que a cercasse. Destruísse a distância, invadisse o torreão inexpugnável do espaço de sobrevivência. Dizia-lhe
Lebensraum
Sem evitar sobrevoar a piada negra de mau gosto. A zona de desconforto. O desconforto que gera frieza. No espaço para respirar.
Lebensraum
Respira. Abre a porta. Entra. És convidado, puxa a cadeira e senta-te. Põe-te à vontade. Companhia. A tua. Cruza as pernas. Escorrega as costas na cadeira. Fala. Relaxa. Fala e o calor virá. E o conforto do teu
Lebensraum
Vem ao de cima. Na forma. Na postura. Na desenvoltura. Na eloquência. Quando estás à vontade falas. Quando estás confortável ficas eloquente. Soltas mesmo quando piso o teu
Lebensraum
De fronteiras tão definidas. Delimitadas. Um pequeno passo em falso e o muro sobe. Ergue-se novamente até à altura do céu azul, fura as nuvens do cinzento carregado.